Câncer de pâncreas já matou 20 pessoas nas maiores cidades do Sul de Minas em 2026; saiba como detectar sintomas

  • 01/08/2026
(Foto: Reprodução)
Câncer de pâncreas já matou 20 pessoas nas maiores cidades do Sul de Minas em 2026 O câncer de pâncreas, considerado uma das formas mais agressivas da doença, ainda desafia a medicina por não contar com um exame eficaz para rastreamento precoce na população em geral. Em Minas Gerais, foram registrados 381 diagnósticos da doença no ano passado, sendo 17 deles nas quatro maiores cidades do Sul de Minas. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram Somente neste ano, 20 pessoas morreram em decorrência do tumor na região. Foram seis mortes em Varginha, seis em Poços de Caldas, quatro em Pouso Alegre e quatro em Passos. A dificuldade em identificar a doença foi vivida pelo empresário Dirceu Paulo dos Santos, morador de Espírito Santo do Dourado. Ele recebeu o diagnóstico em novembro de 2025, mas os primeiros sintomas começaram cerca de quatro meses antes. Câncer de pâncreas é silencioso Reprodução / Redes sociais “Eu não aguentava andar, eu tinha que ficar só em pé e andar com as costas abaixadas. Eu não podia sentar, não podia deitar. Fui três vezes no hospital, eles me deram o remédio, mandaram de volta. Aí eu fui, final, tem que ver o que é, né? Aí fez o exame, aí descobriu que era pancreatite. Aí eu fiquei uma semana internado e daí pra cá foi até fazer a cirurgia”, contou. Apesar dos sintomas e das repetidas buscas por atendimento médico, o caminho até o diagnóstico não foi simples. Segundo especialistas, essa é uma realidade comum entre pacientes com câncer de pâncreas, já que os sinais da doença costumam surgir apenas quando o quadro está mais avançado. A oncologista clínica Helenna Maria da Silveira Ribeiro explica que, atualmente, não existe um método comprovadamente eficaz para rastrear a doença em pessoas sem fatores genéticos conhecidos. “Não existem até o momento estudos que mostram que existe um exame eficaz de rastreamento, que possa mudar mesmo o prognóstico dos pacientes. Existe apenas uma exceção para alguns pacientes que já sabidamente têm alguma alteração genética, principalmente BRCA1 e BRCA2. Esses pacientes têm indicação de fazer ressonância de abdômen anual. Então, é só essa exceção para os pacientes que a gente já sabe que são mutados. Para o restante da população, não existe nenhum exame que tenha realmente benefício comprovado de rastreamento”, explicou. Dados da Secretaria de Estado de Saúde apontam que, dos 381 diagnósticos registrados em Minas Gerais em 2025, sete ocorreram em Varginha, cinco em Poços de Caldas, três em Pouso Alegre e dois em Passos. Pele e olhos amarelados são um dos poucos sintomas do câncer de pâncreas. Os incômodos só costumam aparecer num estágio mais avançado da doença. Getty Images via BBC O câncer de pâncreas representa cerca de 1% dos diagnósticos oncológicos no Brasil. De acordo com a especialista, o elevado número de mortes está diretamente relacionado à descoberta tardia da doença. Por isso, ela reforça a importância de procurar atendimento médico ao perceber sinais persistentes de alteração na saúde, especialmente entre pessoas com maior risco de desenvolver o tumor. “Principalmente aqueles pacientes que têm história na família de câncer de pâncreas e outros tipos de tumores. E também aqueles pacientes que têm fator de risco. Então, paciente com história de etilismo, tabagismo, pacientes mais obesos e pacientes com diabetes também de longa data, ao ter qualquer um desses sintomas, devem procurar ajuda especializada”, orientou. Diagnóstico tardio de câncer de pâncreas é comum e 74 casos foram confirmados em Minas Entre os sinais mais frequentes estão dor na parte superior do abdômen, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes mais claras. “Os sintomas principais que a gente costuma observar são principalmente dor abdominal na parte mais superior do abdômen. Esses pacientes podem ter, às vezes, equiterícia, que é aquela pele mais amarelada, a esclera mais amarelada. E além disso, às vezes pode ficar com a urina mais escurecida, que a gente chama de colúria, e as fezes mais clarinhas, que a gente chama de acolhia”, detalhou. Embora esses sintomas sejam mais comuns em fases avançadas, a médica ressalta que perda de peso, náuseas e vômitos também podem surgir em estágios iniciais da doença. No caso de Dirceu, o diagnóstico aconteceu a tempo de permitir o tratamento cirúrgico. Após a recuperação, ele retomou a rotina de trabalho e diz levar uma vida normal. “Está a vida normal, como de tudo. Como salada, como arroz, feijão, graças a Deus. Carne. Trabalho também normal. Durmo bem, graças a Deus. A vida está normal. Não pode desistir, né? Tem que fazer o tratamento, tem que enfrentar, tem que ter coragem. Porque se desistir, é pior, né? Graças a Deus eu venci!”, afirmou. Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas

FONTE: https://g1.globo.com/mg/sul-de-minas/noticia/2026/08/01/cancer-de-pancreas-ja-matou-20-pessoas-nas-maiores-cidades-do-sul-de-minas-em-2026-saiba-como-detectar-sintomas.ghtml


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